Há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que sonha a nossa vã filosofia. (William Shakespeare)

Grato pela sua presença. Neste espaço podemos trocar idéias sobre meio ambiente, recuperação de áreas degradadas, avaliação de impactos ambientais, levantamento e classificação de solos, gestão ambiental, responsabilidade sócio-ambiental, controle da erosão dentre outros temas. Também podemos discorrer sobre os vários projetos que participei e ainda participo em regiões diversas do Brasil. Além disso, precisamos arranjar algum tempo para tratar de assuntos que enriqueçam a alma e falar de contos, poesias, sonhos, experiências de vida, esperança e fé. Esteja a vontade!


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(Paulo Coelho)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

MÉTODOS CHECK-LIST E MATRIZES DE INTERAÇÃO PARA AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL

(Matriz de Interação, modificada de Leopold, 1971)

Ainda no contexto dos efeitos decorrentes da implantação e operação de empreendimentos, apresentamos mais dois métodos para identificação e avaliação dos impactos sobre o meio ambiente.

MÉTODOS CHECK-LIST OU LISTAS DE CONTROLE
A Lista de Controle é uma simples relação dos indicadores do meio natural e do meio antrópico, utilizada na análise dos efeitos do projeto, plano ou programa e de suas alternativas locacionais e tecnológicas. Serve de guia para o levantamento dos dados e informações necessários ao estudo, podendo ser acompanhada ou não de uma caracterização de cada indicador listado (base científica de sua escolha e relação com os demais indicadores). Em resumo, as listas de checagem representam um método básico de avaliação de impacto ambiental, caracterizado por uma relação de todos os parâmetros e fatores ambientais que possam ser afetados por uma determinada proposta de intervenção. Essa caracterização, quando realizada com base no conceito de impacto ambiental adotado na Resolução CONAMA 001/86 e no conhecimento técnico-científico disponível, confere a necessária transparência à etapa posterior de hierarquização e avaliação dos indicadores, segundo o seu grau de significância.

Em outras palavras, os métodos Check-Lists são baseados em relações padronizadas de fatores ambientais a partir das quais identificam-se os impactos provocados por um projeto específico. Existem hoje diversas listas padronizadas por tipo de projetos (projetos hídricos, auto-estradas, etc.), além de listas computadorizadas como o Programa Meres, do Departamento de Energia dos Estados Unidos, que computa a emissão de poluentes a partir de especificações sobre a natureza e o tamanho do projeto. Embora sejam basicamente técnicas de identificação, as Check-Lists podem incorporar escalas de valoração e ponderação dos fatores. Apesar de constituírem uma forma concisa e organizada de relacionar os impactos, é um método por demais simples e estático, que não evidencia as inter-relações entre os fatores ambientais. Estas listas de controle são estabelecidas de maneira específica para cada tipo de projeto, a partir dos quais identificam-se os impactos provocados. Um aspecto negativo deste procedimento é a possibilidade do analista ignorar fatores importantes que não constem na lista.

MATRIZES DE INTERAÇÃO
As Matrizes de Interação são técnicas bidimensionais que relacionam ações com fatores ambientais. Embora possam incorporar parâmetros de avaliação, são métodos basicamente de identificação. Entre os mais conhecidos encontra-se a Matriz de Leopold, elaborada em 1971 para o Serviço Geológico do Ministério do Interior dos Estados Unidos e originalmente é constituída de 100 colunas, onde estão representadas as ações do projeto, e de 88 linhas relativas aos fatores ambientais, perfazendo um total de 8.800 possíveis interações. Pela dificuldade de operar com este número de interações trabalha-se geralmente com matrizes mais reduzidas e com adaptações.

O princípio básico da matriz de interação consiste em, primeiramente, assinalar todas as possíveis interações entre as ações e os fatores, para em seguida estabelecer, em uma escala variável, a magnitude e a importância de cada impacto, identificando posteriormente se o mesmo é positivo ou negativo. Enquanto a valoração da magnitude é relativamente objetiva, pois refere-se ao grau de alteração provocado pela ação sobre o fator ambiental, a pontuação da importância é subjetiva, uma vez que envolve atribuição de peso relativo ao fator afetado no âmbito do projeto.

O estabelecimento destes pesos constitui um dos pontos mais críticos, não só das técnicas matriciais, mas também dos demais métodos quantitativos. A Matriz de Leopold, por exemplo, pode ser criticada neste sentido, pois, em sua concepção não explicita claramente as bases de cálculo das escalas de pontuação de importância e da magnitude. Uma outra questão muito discutida no uso deste tipo de técnica é a pertinência ou não de se calcular um índice global de impacto ambiental resultante da soma ponderada (magnitude x importância) dos impactos específicos. Em decorrência as diferentes naturezas dos impactos, alguns autores defendem a não contabilização de um índice global, sugerindo a elaboração de matrizes específicas para as diversas alternativas, com posterior comparação entre as mesmas.

De qualquer forma, é importante assinalar que o índice global só poder· ser calculado se houver compatibilização entre as escalas utilizadas para os vários impactos, já que apenas escalas de intervalo estão sujeitas a manipulação matemática. Como a Matriz de Leopold não explicita, as bases de cálculo das escalas, a contabilização do índice, embora útil para indicar o grau global de impacto de um determinado projeto, não é aconselhável, a não ser que sejam incorporadas as considerações acima mencionadas, através de uma adaptação do método. Apesar de tudo, a Matriz de Leopold tem sido uma das mais utilizadas nos EIA/RIMA realizados no Brasil, sendo frequentemente tomada como um item constante na elaboração de estudos de impacto ambiental.

Na prática considera-se o conjunto de etapas que envolvem a implantação ou operação do empreendimento e todos os fatores que podem gerar mudanças ambientais são identificados e analisados. Na matriz de interação dar-se-à então o cruzamento das ações do empreendimento com as variáveis do meio ambiente, que gera um conjunto de retículos representando as possibilidades de ocorrência de impactos. Os números dispostos em cada retículo representam os seguintes parâmetros: M=Magnitude; I=Importância e V=Valoração do impacto. A valoração resulta da multiplicação dos quantitativos numéricos atribuídos à magnitude e à importância. Sua utilização permite aplicar uma gradação entre os impactos prognosticados. A magnitude e a importância são quantificadas numa escala de 1 a 5, assim definida: 1 - muito pouca; 2 – pouca; 3 – média; 4 – muito e 5 – excessiva. Assim, o valor máximo de cada impacto será de 5 x 5 = 25, e o valor mínimo será igual a 0 (zero), definindo a ausência de
impacto.

3 comentários:

cibele disse...

Eiii Leonam, achei interessantissima sua matéria, gostaria de tirar uma duvida com voce, como faço para definir parametros de avaliar de 1 á 5 de uma forma mais específica? se puder me responder por e-mail cibele-cissa@hotmail.com obrigadoo:)

Anônimo disse...

oi meu nome e mateus adorei sua publicacao,sou estudante e estou fazendo um trabalho sobre os metodos de avaliacao dos impactos ambientais,se vc pudesse enviar alguma coisa pra mim sobre matrizes seria muito util..obrigado ftam1234@yahoo.com.br

Anônimo disse...

Oi meu nome é Silfarney, sou do interior do Amazonas e estou cursando Gestão Ambiental, na fase de elaboração do dignóstico. O tema do meu trabalho é: A extração de areia: identificação dos impactos ambientais e sua legalização. Estou com dificuldade em elaborar meu check list. Se vc pudesse me enviar um modelo ficaria muito agradecido: silfarneyramos@hotmail.com

Obrigado pela atenção!!!

COM BASE EM CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS E TEOLÓGICOS TEILHARD DE CHARDIN ACREDITA QUE:

COM BASE EM CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS E TEOLÓGICOS TEILHARD DE CHARDIN ACREDITA QUE:

# # # # INFELIZMENTE, ELES NÃO SABEM ESCREVER # # # #


Eu trabalho com consultoria há 25 anos e pela experiência profissional que Deus permitiu-me acumular, tenho liderado equipes multidisciplinares para a elaboração de estudos ambientais exigidos por lei no contexto do licenciamento de empreendimentos públicos e privados. E sabem qual é o maior problema enfrentado na coordenação desses trabalhos? A integração da equipe? Não. O desnível de experiência entre os participantes? Não. É claro que essas e outras dificuldades, em maior ou menor complexidade, sempre existirão em projetos integrados desta natureza. Todas plenamente equacionáveis com um pouco de habilidade e esforço. Mas a falta de capacidade para redigir de muitos profissionais das áreas técnicas (principalmente aqueles com menos anos de formado) é realmente a mais constrangedora, cansativa e desgastante situação que enfrento quando assumo a responsabilidade pela consolidação dos relatórios finais que deverão ser entregues aos clientes e aos órgãos oficiais competentes. CLIQUE NA FIGURA PARA LER MAIS.



SALMO 91

1. Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.

2. Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.

3. Porque ele te livrará do laço do caçador e da peste perniciosa.

4. Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.

5. Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,

6. Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia.

7. Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.

8. Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.

9. Porque tu, ó Senhor, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação.

10. Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua casa.

11. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.

12. Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.

13. Pisarás o leão e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.

14. Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome.

15. Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei.

16. Fartá-lo-ei com longura de dias, e lhe mostrarei a minha salvação.

# # # # SE DEUS É POR MIM, QUEM SERÁ CONTRA MIM? # # # #



RESERVATÓRIO UHE ITAPARICA - CHESF

RESERVATÓRIO UHE ITAPARICA - CHESF
GERANDO ENERGIA E ASSOREAMENTO (veja o levantamento dos processos erosivos e os pontos de monitoramento no lado baiano e pernambucano)

MUDAS DA CAATINGA

MUDAS DA CAATINGA
VIVEIRO DA UHE SOBRADINHO (veja o projeto de recuperação de áreas degradadas próximas a eclusa e dique C, margeando a estrada de acesso a vila)

BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ITACAIÚNAS - PA

BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ITACAIÚNAS - PA
LEVANTAMENTO PEDOLÓGICO (veja algumas informações sobre o mapeamento de solos no âmbito dos estudos de inventário hidrelétrico)

TERMINAL PESQUEIRO PÚBLICO DE NATAL

TERMINAL PESQUEIRO PÚBLICO DE NATAL
EIA -RIMA DO EMPREENDIMENTO (veja alguns dados e informações que foram apresentados durante audiência pública)

EIA / RIMA DA UHE SALTO APIACAS - MT

EIA / RIMA DA UHE SALTO APIACAS - MT
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR EM VIAGEM PARA O LOCAL DE ESTUDO (veja as características da área de influência no município de Alta Floresta)

SIVAM - SISTEMA DE VIGILÂNCIA DA AMAZÔNIA

SIVAM - SISTEMA DE VIGILÂNCIA DA AMAZÔNIA
LEVANTAMENTO PEDOLÓGICO DA AMAZÔNIA LEGAL (veja aspectos das campanhas de atualização realizadas de 1998 a 2004 em diferentes locais da região)

DIAGNÓSTICO DO MEIO FÍSICO - EIA / RIMA DA UHE RIACHO SECO NO RIO S. FRANCISCO

DIAGNÓSTICO DO MEIO FÍSICO - EIA / RIMA DA UHE RIACHO SECO NO RIO S. FRANCISCO
MAPEAMENTO DE SOLOS E AVALIAÇÃO DA APTIDÃO AGRÍCOLA DAS TERRAS (veja a classificação dos solos e aspectos do uso agrícola na região)

RIO TAQUARI - PANTANAL - MS

RIO  TAQUARI - PANTANAL - MS
UMA BELEZA QUE AGONIZA (veja as proposições de intervenções para revitalizar o rio, viabilizar a hidrovia e retomar as áreas produtivas hoje inundadas)

CAMPANHA DE INVESTIGAÇÃO NO RESERVATÓRIO - RIO SÃO FRANCISCO

CAMPANHA DE INVESTIGAÇÃO NO RESERVATÓRIO - RIO SÃO FRANCISCO
APOIO A TOPOBATIMETRIA (veja a caracterização dos processos erosivos e de assoreamento nos reservatórios do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso, rio S. Francisco)

SOLOS DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DA AHE SANTA ISABEL - RIO ARAGUAIA - PA

SOLOS DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DA AHE SANTA ISABEL - RIO ARAGUAIA - PA
ESTUDOS PEDOLÓGICOS (veja alguns aspectos do mapeamento e avaliçãoes feitas no âmbito dos Estudos de Viabilidade Técnica-Econômica e Ambiental)

ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA DA UHE PORTO PRIMAVERA - RIO PARANÁ

ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA DA UHE PORTO PRIMAVERA - RIO PARANÁ
AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DO RESERVATÓRIO (veja aspectos do levantamento de solos e avaliação da aptidão agrícola das terras, do lado sul matogrossense)

ELEVAÇÃO DO NÍVEL DO RESERVATÓRIO UHE TUCURUI - RIO TOCANTINS - PA

ELEVAÇÃO DO NÍVEL DO RESERVATÓRIO UHE TUCURUI - RIO TOCANTINS - PA
CARACTERIZAÇÃO DOS SOLOS DA ÁREA DE INFLUÊNCIA (veja os estudos e mapeamento elaborado no contexto do Relatório de Avaliação e Plano de Ações Ambientais)

GEORREFERENCIAMENTO DO PROJETO

GEORREFERENCIAMENTO DO PROJETO
ÁREAS DEGRADADAS EM RESERVA LEGAL (veja o programa de recuperação, fiscalização e monitoramento no entorno da UHE Itaparica, rio S. Francisco)

AS HISTÓRIAS DO RADAM QUE NINGUÉM CONTOU

AS HISTÓRIAS DO RADAM QUE NINGUÉM CONTOU
E A VACA COMEU....(veja estes quadrinhos elaborados pela Revista InTheMine, abordando uma inusitada situação ocorrida em uma base de operações de campo na Amazônia)

# # # # NOSSO ARTIGO NA REVISTA LITERACIA # # # #

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Hidrovias – uma alternativa para reduzir as emissões de GEE’s no Brasil

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